De
todos os signos do zodíaco, Libra é o único que não é representado
por um ser vivo, e sim por um objeto: a balança. Sua representação
gráfica, duas linhas paralelas sendo que a superior se curva
em um semicírculo, remete ao hieróglifo egípcio que significa
equilíbrio. Esse é talvez o maior dilema libriano, encontrar
harmonia ao conciliar os opostos. Tarefa muitas vezes
ingrata. É preciso frieza e distanciamento para um julgamento
imparcial. Saber o outro lado da moeda, a outra versão dos fatos,
ouvir a outra parte. Como fazer um julgamento correto conhecendo
apenas um dos lados da questão? Dificilmente o libriano se sensibiliza,
sempre pergunta: o que você fez para provocar tal reação? Essa
"frieza" libriana é na verdade a grande sabedoria
para o relacionamento. Parece contraditório, mas a diplomacia
carece de nervos de aço, de não demonstrar os verdadeiros sentimentos,
de manipular para um objetivo final, mesmo que no caminho seja
preciso engolir alguns sapos.
Libra
é um signo de ar, analisa mentalmente as coisas. É cardinal,
tem o impulso em direção ao outro. Regido por Vênus, da beleza
e do amor. Libra é nossa capacidade de desenvolver um relacionamento
de parceria. Seja amoroso ou não. Qualquer parceria. Se associar
para um fim. Unir forças, não apenas para a vitória mas para
a segurança pessoal. Achar uma companhia, se sentir acompanhado.
Não há graça em ser solitário. Dividir e compartilhar pequenas
coisas do dia-a-dia.
O libriano
precisa sentir-se aprovado pelos outros. Preocupa-se com as
aparências. Uma imagem vale mais que mil palavras, a primeira
impressão é a que conta. Bem apresentado, cordial e solícito.
Tenta ser politicamente correto. Harmonia estética. Beleza fria.
Nada de bem estar, é o bonito incômodo. Às vezes inadequado,
mas a harmonia estética se sobrepõe ao conforto. É o sapato
apertado mas lindo, a roupa transada que aperta na barriga,
é não ter barriga!
Sedutor,
Libra nada tem a ver com o brutamontes conquistador. É aquele
que encanta por realizar os desejos. O amor libriano é mental.
Alguém que sabe dar exatamente aquilo que o outro deseja.
Está atento ao outro, aos seus desejos e movimentos. Sabe o
momento certo de interferir na ação. É o que nos faz ceder,
abrir mão, conceder em prol da relação. Se eu respeito os seus
limites e você os meus, não há conflito.
A necessidade
de pesar e medir sempre as conseqüências dos atos o faz muitas
vezes pecar pela falta de decisão. Pois não quer tomar atitudes
que causem dano, nem a ele nem a ninguém. E como remédio que
não faz bem não faz mal, fica num dilema terrível. Às vezes
tende à superficialidade. Prefere não entrar no mérito de questões
que possam ser dolorosas ou comprometedoras. Longe de oferecer
a outra face, o libriano evitará novo confronto. Ou foge ou
se esconde numa máscara de impassibilidade. Dificilmente acusa
o golpe. Nem tanto pela vergonha de mostrar sua dor mas pelo
constrangimento de incomodar o outro com suas fragilidades.
Seu
mais profundo desejo pode ser um ideal quase impossível.
Equilibrar relações dinâmicas em um mundo em constante transformação.
O libriano sofre mas, longe de perder a esperança, se empenha
cada vez mais, pois sabe que em seguida ao seu momento de maior
realização tudo precisará ser refeito.
Vênus
é o desejo e Libra, muitas vezes, é a melhor maneira de obter
sua satisfação.
Luciana
Leme
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