Quíron era meio homem
e meio cavalo, e vivia nas colinas de Trácia. Era conhecido por sua
sabedoria, por entender da natureza e dos homens. Quíron era também
respeitado por reis que lhe traziam presentes para que ele
educasse seus filhos a fim de torná-los cultos e bons. Os deuses
reconheceram a sua sabedoria lhe dando a imortalidade.
Mas apesar de ser
reconhecido e respeitado, Quíron era triste porque diferente: uma
estranha mistura entre homem e animal.
Um dia Hércules
passava pelas colinas e foi pedir um conselho a Quíron. Mas este
estava do
outro lado da floresta com os centauros. Enquanto esperava, Hércules pediu
a um centauro
que ali estava que abrisse o barril de vinho para que ele pudesse
beber. Os centauros na floresta sentindo o cheiro do vinho, acharam que um ladrão
se apossara dele e correram em disparada.
Assustado, Hércules atirou
flechas para o alto a fim de dissipar os centauros que vinham em sua
direção. Mas uma das flechas feriu Quíron, que como imortal não
podia morrer, mas sua ferida também não cicatrizava.
O mito de Quíron, que é também o símbolo
do signo de Sagitário, representa o entendimento da dor e da cura.
Mas ele também pode estar sempre em busca de mais conhecimento, de
muitas aventuras, evitando assim, concentrar-se em sua própria dor.
|