Horóscopo Diário Saiba sobre seu signo Fogo Terra Ar e Água Significado dos planetas O mito do seu signo Casas Astrológicas Quem somos Entre em contato  
   

m
EVOLUÇÃO E KARMA

por Maria Ramagem
.

De tempos em tempos, o homem precisa se revisitar para se adequar a sua própria evolução. Uma releitura da realidade torna-se necessária diante das descobertas que se apresentam e suas inevitáveis mudanças. Foi assim, por exemplo, com a afirmação de Copérnico de que a terra não ocupava o centro do universo, bem como a teoria de Hublle de que a via-láctea era apenas uma dentre bilhões de galáxias num universo em expansão.

Em especial, o século passado, abriu novas perspectivas para a humanidade, transformando radicalmente os alicerces dos modelos inteligíveis do universo. Os quatro conceitos básicos que explicam nossas experiências no mundo foram abalados. Espaço, tempo, matéria e causa-e-efeito, não respondem mais às questões fundamentais do espírito humano: onde? quando? o quê? por quê? Afinal, é necessário mudar e  ampliar a percepção para entender que os átomos do nosso corpo se comportam totalmente diferentes do próprio corpo, pois a intensidade da realidade é imensamente múltipla e o que se vê é apenas um estado aparente dessa realidade. Com a teoria da relatividade de Einstein e a física quântica, essas perguntas perderam a objetividade.

Os fenômenos eram, até então, descritos num palco determinista, a mecânica clássica de Newton, onde o espaço e o tempo eram absolutos e imutáveis, dimensões separadas, fluindo do passado para o futuro, como um grande cenário. A matéria era a personagem que se movia  nesse espaço-tempo, formada por partículas dotadas de massas sólidas e indestrutíveis e conservando-se essencialmente passivas. Todos os eventos desse enredo mecanicista eram reduzidos ao movimento de corpos materiais no espaço, causado por atração mútua, ou seja, pela força da gravidade. O universo era então, uma máquina governada por leis imutáveis, onde não havia nenhuma relação entre o mundo e o homem.

Na teoria da relatividade, em contra-posição, o espaço não é isolado do tempo, estão intimamente vinculados e igualmente afetados pela presença da matéria que flui diferencialmente em partes diversas do universo, ou seja, toda a estrutura espaço-tempo depende da distribuição da matéria, assim o conceito de espaço vazio perde também o seu significado diante da descontinuidade da matéria, e tanto o espaço quanto o tempo tornam-se meros elementos de linguagem para um observador descrever os fenômenos observados. E, o mais importante dessa teoria, é a compreensão de que a massa nada mais é do que uma forma de energia: E = mc2.

A partir de então tentou-se aperfeiçoar a teoria da matéria, afina, como os átomos se combinam para formar os elementos? Para aprofundar este conhecimento era preciso ver como relacionavam-se entre si. Desvendou-se assim a natureza íntima do átomo, sua estrutura nuclear de prótons e nêutrons, cercada de elétrons, movendo-se rapidamente ao redor do núcleo, cuja a quantidade determina a qualidade química da matéria. Ficou assim esclarecida a força eletromagnética como a responsável pela manutenção dos elétrons ao redor do núcleo atômico, o que permite a estabilidade dos átomos. Este fato marcou profundamente a concepção clássica mecanicista, onde as forças se encontravam rigidamente vinculadas aos corpos sobre os quais agiam. A luz visível não passa portanto, de um campo magnético de alternância rápida e, que percorre o espaço em forma de ondas e, é apenas uma fração do espectro eletromagnético.

Mas os paradoxos começaram logo a aparecer. As unidades subatômicas da matéria são entidades extremamente abstratas e dotadas de um aspecto dual, dependendo da forma como as observe, aparecem às vezes como partícula e outras vezes como onda. Em resumo, no nível subatômico, o microcosmo, não se pode dizer que a matéria exista com certeza em lugares definidos, mas que apresentam tendências a existir, e, que os fenômenos não ocorrem com certeza, mas apresentam tendências a ocorrer. Essas tendências são expressas como probabilidades, e são associadas a quantidades matemáticas que tomam a forma de ondas, ondas de probabilidade, ou seja,  probabilidade de interconexões. A teoria quântica nos revela então, “que à medida que penetramos na matéria, a natureza não nos mostra blocos de construção isolados, mas sim uma complicada teia de relações entre as diversas partes do todo”(Fritjof Capra).

Idéias e mais idéias começaram a salpicar como pequenos big bangs, que alíás,  foi  mais uma dessas idéias, uma teoria sobre a origem do universo,uma grande explosão que lançara toda matéria existente no espaço e, que, partir de então, estaria se esfriando e se expandindo. Essa teoria está hoje sendo muito questionada.

Algumas dessas idéias valem ser ressaltadas, como o teorema de Bell, aferido mais tarde por Alain Aspect, que mostra que ao mudar o movimento de rotação interna de uma partícula, pertencente a um sistema de duas partículas idênticas, sua irmã gêmea seria afetada, estivesse onde estivesse. Aparentemente esta teoria confronta a afirmação de Einstein, de que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a luz, mas, na verdade David Bohn, grande nome da física quântica, foi mais sensível quando elucidou que este evento expressa a natureza holográfica do universo, em que o todo está em cada parte. É bom lembrar que num holograma (holos-todo/grama-mensagem), além da tridimensionalidade da imagem, ocorre um fenômeno de grande importância. Mesmo que seja dividida em várias partes, cada parte do holograma apresentará a imagem inteira, ou seja, cada parte de um holograma conterá a informação possuída  pelo todo. Para Bohn, não é que as partículas que estavam distantes fizessem contato entre si, mas porque a separação é uma ilusão, pois é como se elas fossem extensões da mesma coisa fundamental, ou seja a separação é apenas uma parte da realidade delas.

É realmente complexa e fascinante essa teoria de que a ordem do universo é holográfica, onde tudo interpenetra tudo, as partes não são partes separadas, mas sim facetas, projeções de uma unidade mais profunda e indivisível. Assim tudo no universo está interligado. Passado, presente e futuro existem simultaneamente. Cada coração, está ligado a cada coração que está ligado a cada estrela no céu ...que está ligada...que está ligada....e ligada  ao grande holograma,que é a matriz geradora das formas no universo. E mais, pesquisas sobre o cérebro mostraram que a memória não estava em nenhuma parte específica da estrutura  cerebral, como uma impressão localizada, mas se distribui igualmente por todo o cérebro, pois a destruição de uma parte do cérebro não destrói as memórias ali presentes. Assim, também nosso cérebro funciona como um holograma, coletando e interpretando informações provenientes de um universo holográfico. Pois se a luz porta informações e o holograma é a luz “congelada”, então o holograma é um grande arquivo de informações sobrepostas.

A observação do micro, aplicada ao macro-cosmo ainda resultou em teorias mais ousadas como os universos paralelos, as incontáveis cópias de si mesmo, os buracos negros, rasgos na estrutura do espaço-tempo, que funcionam como túneis ligando os mundos paralelos, e também as supercordas, que amarrariam todas essas dimensões.

Parece-nos bizarro ou até mesmo esquizofrênico este universo multidimensional que a ciência deflagrou, levando a humanidade a uma saudável crise de identidade. Mas agora não podemos voltar no tempo, embora holograficamente possível, não podemos mais ignorar a rebeldia da natureza com o acaso previsto dos movimentos energéticos. Não podemos mais negar a anarquia absoluta que desintegra a previsibilidade mecânica. Não podemos negar a incerteza das previsões, nem a probabilidade das mutações. E se pudéssemos perguntar a Deus o que fazia antes da criação, mais do que jogar dados, Deus brincava de iô-iô, espirais como passa- tempo, quando certamente num improviso teve a brilhante idéia de criar uma obra com a sua personalidade impressa : um universo  holográfico, dinâmico e cheio de possibilidades!

E são essas múltiplas possibilidades que nos forçam a abrir a mente e considerar novos valores, uma nova linguagem. Estamos mergulhados nesta mudança de paradigma, mas ainda precisamos vivenciar essa mudança na própria vida. Por isso as palavras ainda não estão prontas para explicar o novo homem, que nasce  sempre do resgate do antigo, do revigorar dos arquétipos coletivos. E dentre esses arquétipos supremos está a visão evolutiva do homem no seu processo cíclico de entradas e saídas da matéria, reciclar de estados vibracionais pela roda das vidas: a reencarnação.

Parece uma antítese colocar um tema tão milenar ao lado de teorias tão recentes.

Mas sabemos, que paralelos já foram delineados entre a física moderna e o misticismo oriental. Então, mais do que continuar a tecê-los, a Astrologia Kármica tem como objetivo aplicar essas visões multifocais neste tema que pode parecer tão determinista: o karma. Afinal, se o karma é o encadeamento de causas e efeitos, e se  no mundo holográfico a estrutura é interdependente e relativista, a vida se abre como um eixo de possibilidades de vivenciar o karma, onde, como num holograma, podemos gravar muitas informações sobrepostas pela simples mudança dos ângulos de incisão da luz. O mapa astral  mostra  a  consciência em ação, uma observação trans-temporal da viagem do homem no seu processo de evolução. É como  um processo,  movimento, é portanto  uma bússola, mostra-nos a direção que somos capazes de assumir na nossa trajetória evolutiva.

Evolução e Karma, até onde somos capazes de fazer o nosso destino?

Até onde seremos capazes de exercitar em nós uma experiência quântica e holográfica?

Até onde conseguiremos ampliar nosso universo para conseguirmos   enxergar com visão de raio x? Até onde nos permitiremos crescer como árvores do Cosmos, seres mutantes, seres em evolução?

Do Oriente ao Ocidente, o homem percebe, que os mistérios mais, mais do que nossa vã filosofia escreve em nossas palmas das  mãos, eles são capazes de serem decifrados. Cabe ao olhar, seus ângulos, e suas razões dar o tom da sinfonia, a música das esferas que nossos corações decifram  no rumo da vida.

 

Maria Ramagem

 

.
Maria Ramagem
2
Professora e consultora de Astrologia
Kármica

2
Rio de Janeiro
2
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Copyrigth © 2000-2006 AstroLógica