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Estou com 30 anos, passando por transições. Como me comportarei agora? Através do meu Signo ou de meu Ascendente? Ou com os dois?

Olá, Daniel,
Entre os 28 e 30 anos, mais precisamente aos 29 anos e meio, passamos pelo chamado Retorno de Saturno. O que vem a ser isso? No momento em que nascemos, os planetas estão dispostos em nosso mapa astrológico, cada um num determinado ponto do zodíaco. No Retorno, quando Saturno completa uma volta inteira ao redor do Sol, ele passa pela mesma posição em que se encontrava quando viemos ao mundo. O significado é abrangente, mas podemos resumir dizendo que o fechamento deste ciclo marca uma crise envolvendo o sentimento de responsabilidade, de realizações e de maturidade. Todos esses atributos pertencem ao simbolismo de Saturno. Normalmente nos sentimos incapazes ou inadequados, e é comum as pessoas dizerem: “não fiz nada nessa vida que prestasse!”. Na verdade é um momento em que assumimos nossas limitações, outro atributo do símbolo de Saturno. Se por um lado a sensação é bastante desconfortável, por outro a consciência muito clara dos limites é justamente a base que nos faz concretizar os anseios dos anos anteriores. Isso ocorre sem fantasias e com pragmatismo. Não é à toa que popularmente chamamos os 30 anos de “idade da razão”. Aliás, já ouviu uma música do conjunto Legião Urbana, com letra de Renato Russo que fala: “E aos 29 com o Retorno de Saturno, decidi começar a viver…”? Ele devia conhecer bem o simbolismo.

Depois dos 30 anos o Ascendente "fica mais forte" ? 

Quanto ao que pode parecer uma “mudança de seu signo para seu Ascendente”, na verdade a coisa não acontece desta forma. Disseminou-se durante muito tempo a seguinte hipótese: “depois dos 30 anos o Ascendente fica mais forte”. Nada pode estar mais longe da verdade. O que acontece é que ao longo do tempo vamos nos tornando conscientes de formas otimizadas para lidar com o mundo objetivo. Cada vez ficamos mais aptos a estabelecer um diálogo entre nosso interior e as circunstâncias exteriores. Ora, se considerarmos que o Ascendente é a forma através da qual nos manifestamos objetivamente, isto é, a forma como nos apresentamos e como nos vemos, fatalmente essa forma será alterada também. Ao contrário de uma manifestação do Ascendente ficar mais forte, o que ocorre é uma aproximação de nossa consciência objetiva do conjunto simbólico do mapa astrológico individual por inteiro. O self, nos termos da psicologia junguiana, seria uma palavra apropriada para definir a de integração desse conjunto, que contém atributos conscientes e inconscientes. Sendo assim, Daniel, nem mais seu Signo, nem mais seu Ascendente, e sim mais consciente de si como um todo. A propósito, essa conscientização é gradativa e, conforme você está averiguando, não é isenta de desconfortos.

Alguns fatores vistos nas técnicas de Progressão ou de Trânsitos podem ajudar a definir que tipo de fase você está vivenciando, inclusive dando indicações de como você pode lidar melhor com ela. Se por acaso você tem se identificado com as descrições mais comuns de seu Ascendente, é bem provável que um dos ciclos mais importantes esteja ativando justamente os significados concernentes a esses signos em seu mapa.

Carlos Hollanda
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Carlos Hollanda astrólogo
Rio de Janeiro

Autor do livro "Progressão Lunar
e Kabbalah"

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