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Frisso, filho do rei
da Beócia, sofrendo perseguições de sua madrasta, pede ajuda à sua
mãe Nefeles, deusa das nuvens. Sua mãe lhe oferece um cordeiro, que
traz ouro no lugar da lã e que é capaz de livrar o jovem e os irmãos
das ameaças da madrasta, voando através dos mares.
Enquanto eles sobrevoavam mares e terras,
montados no cordeiro alado, Elle, sua irmã, adormeceu e soltando-se
do animal caiu no mar. Frisso, não podendo fazer nada para salvar a
irmã, prosseguiu sua viagem e chegou a uma terra desconhecida onde
ofereceu o carneiro de ouro a Zeus.
Jasão cujo trono tinha sido usurpado pelo
irmão, faz um acordo com Pelia, filho de Poseidon: ele lhe devolveria
o trono e em troca, Jasão lhe traria o velo do cordeiro de ouro. Jasão
aceitou o acordo e convidou onze amigos de confiança (os Argonautas)
e armou a nau Argo rumo a Cólquida.
Chegando lá o jovem herói grego tenta
negociar o velo de ouro, mas o rei impõe várias provas de
habilidades a Jasão, que as domina, e o rei contrariado, não cumpre
sua palavra. Jasão então seduz a filha do rei, Medéia que promete
sua ajuda contanto que ele também lhe dê seu amor e leve-a para a Grécia
junto com ele.
Medéia guia os Argonautas até onde está o
cordeiro de ouro vigiado por um dragão, ela lhe dá algumas
gotas de um frasco de óleo, que o adormece, e juntos, resgatam
o tosão de ouro.
A nau Argo voltou à Grécia, onde o velo de
ouro foi para o filho de Poseidon e o trono foi devolvido a Jasão.
Mais tarde, Jasão apaixona-se pela princesa
de Corinto e diz a Medéia que não precisa mais dela. Enfurecida, a
mulher mata a amada de seu marido e depois os filhos de ambos.
Este mito é adequado a Áries porque mostra
as consequências da impulsividade, que muitas vezes dificulta o
entendimento de si mesmo. Ele nos fala de entrega e paixão, de afirmação
a qualquer preço, de buscas e conquistas.