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Ano Novo? Sim, com um
convite.
Acontece este mês, um
recomeço, como o que se comemora em dezembro, na tradição
cristã. Portanto, um outro reveillon.
São 12 os signos que se
sucedem ao longo do ano. E é o sol que, à medida que passa por
essa seqüência zodiacal, ilumina e marca o ponto da roda,
lentamente, dia após dia. A cada mês, um novo signo. Percebemos
sua passagem pela alternância das estações do ano, o frio ou o
calor, a queda das folhas dos galhos, vazios, ou a fartura dos tons
de verde, as flores, as frutas...
Sem atraso, inexoravelmente,
este ciclo celeste é reativado, e lhe chamamos ano astrológico.
Nada mais justo que no ponto
inicial, nós nos lembremos de que é tempo de festa. O primeiro
signo, talvez por ser o mais novo, é o mais ansioso. Um tanto rude.
Com certeza, o mais atirado. O que vai iniciar a dança, abrir as
portas para esse reinício. Com energia, destemido e atrevido...
Áries é essa inauguração.
Vou poupá-lo, meu amigo
leitor, de uma longa lista de informações técnicas, que
explicasse tudo sobre esse mecanismo celeste, que todos os anos se
reinstala, eterno.
Além de passar a notícia do
ano novo, tenho outra intenção ... Talvez muito mais simples...com
certeza, mais prazerosa. Que tal fazer o festejo, como se costuma em
tantos outros anos novos que a cultura humana já inventou ?
Conversa de astróloga, você vai dizer ... talvez seja...
Se o reveillon existe, em
datas estipuladas pelas culturas ocidentais e orientais, porque não
comemorá-lo também nesta data que a natureza indica, nesse
movimento cósmico, atemporal ?
Que tal se nos preparássemos
para uma celebração ? Momento de festa. Necessário se faz o gesto
que transforma nossa realidade cotidiana. Necessário o símbolo que
instaura outra realidade, e que funda a eternidade no momento. O
ritual... A taça. O cacho de uvas. A toalha de renda. A flor. Um
castiçal. E, claro, o sorriso mais lindo... Tudo pela reedição do
caminho do sol. Uma sagração.
E, se saíssemos, então, de
mãos dadas, abraçados, fazendo este momento sagrado em nossos
corações ? Rezar, meditar, dançar, cantar, rir... profanos ou
divinos movimentos... capazes de brincar, de inventar significados,
criar estrelas e brilhos ?
Feliz Ano Novo !
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