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O ANO NOVO 
ASTROLÓGICO

Com a entrada do Sol em Áries, comemora-se o "ano novo astrológico"

por Ana Gonzalez
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Ano Novo? Sim, com um convite.

Acontece este mês, um recomeço, como o que se comemora em dezembro, na tradição cristã. Portanto, um outro reveillon.

São 12 os signos que se sucedem ao longo do ano. E é o sol que, à medida que passa por essa seqüência zodiacal, ilumina e marca o ponto da roda, lentamente, dia após dia. A cada mês, um novo signo. Percebemos sua passagem pela alternância das estações do ano, o frio ou o calor, a queda das folhas dos galhos, vazios, ou a fartura dos tons de verde, as flores, as frutas...

Sem atraso, inexoravelmente, este ciclo celeste é reativado, e lhe chamamos ano astrológico.

Nada mais justo que no ponto inicial, nós nos lembremos de que é tempo de festa. O primeiro signo, talvez por ser o mais novo, é o mais ansioso. Um tanto rude. Com certeza, o mais atirado. O que vai iniciar a dança, abrir as portas para esse reinício. Com energia, destemido e atrevido... Áries é essa inauguração.

Vou poupá-lo, meu amigo leitor, de uma longa lista de informações técnicas, que explicasse tudo sobre esse mecanismo celeste, que todos os anos se reinstala, eterno.

Além de passar a notícia do ano novo, tenho outra intenção ... Talvez muito mais simples...com certeza, mais prazerosa. Que tal fazer o festejo, como se costuma em tantos outros anos novos que a cultura humana já inventou ? Conversa de astróloga, você vai dizer ... talvez seja...

Se o reveillon existe, em datas estipuladas pelas culturas ocidentais e orientais, porque não comemorá-lo também nesta data que a natureza indica, nesse movimento cósmico, atemporal ?

Que tal se nos preparássemos para uma celebração ? Momento de festa. Necessário se faz o gesto que transforma nossa realidade cotidiana. Necessário o símbolo que instaura outra realidade, e que funda a eternidade no momento. O ritual... A taça. O cacho de uvas. A toalha de renda. A flor. Um castiçal. E, claro, o sorriso mais lindo... Tudo pela reedição do caminho do sol. Uma sagração.

E, se saíssemos, então, de mãos dadas, abraçados, fazendo este momento sagrado em nossos corações ? Rezar, meditar, dançar, cantar, rir... profanos ou divinos movimentos... capazes de brincar, de inventar significados, criar estrelas e brilhos ?

Feliz Ano Novo !

 

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Ana Gonzalez 
Astróloga
São Paulo
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